Turquia

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sábado, 3 de setembro de 2016

Existencial



Tanta beleza
E há quem veja na poesia
Apenas topo entre brumas sem coesa
Das espumas
A proeza do verso é escala
Que ordem nenhuma mede
Assim a céu aberto
Por isso a sede que cede a montanha
E adentro quem vai ganha seu copo meio vazio
Assanha segue o poema a rio a fio a brio
Onde a rima convier o desafio
Arde nisso o sublime do encontro
O encaixe a réstia da profundidade
O ponto de fusão
Autenticidade
Explosão.
- Iatamyra Rocha

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

Novos mares




Olho a porta próxima
abri a saída continua opção
silêncio adquirido no grito
simplória vocação.


Até onde ouço a concha
perco meu labirinto tinto
tocha acesa não vê trevas
Minerva é tudo que sinto.

Ô Deus porque escapa
o fio transpassa muito sangue
tenho espelho e ele é ré
inglório exangue.

O barro alça voo
sem asas ou calmaria
pausas no compasso seco
entretanto cantam bela poesia.

Entender o plano poeta
é ser linguagem atemporal
beber a sede desse mar
e deixar o vento levar o sal.
- Iatamyra Rocha